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Walter Benjamin: a resistência limitada do habitante da cidade moderna

Edilene Maria Carvalho Leal, Rogerio Proença Leite

Autor
Edilene Maria Carvalho Leal, Rogerio Proença Leite
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
6 / 3
Ano
2019
DOI
10.18012/arf.2019.44851
Páginas
p.41-52
Idioma
pt
2019Edilene Maria Carvalho Leal, Rogerio Proença Leite. Walter Benjamin: a resistência limitada do habitante da cidade moderna. Aufklärung: journal of philosophy, v. 6, n. 3, p. p.41-52, 2019.1

Este artigo faz uma incursão analítica sobre o tema benjaminiano cidade moderna e liberdade. Para tanto, discute o fenômeno da despersonalização das relações humanas e do aparecimento do individualismo nas cidades modernas, dominadas pela lógica do capitalismo. As cidades da oferta de mercadorias e do consumo exigem de seus habitantes, de acordo com Benjamin, uma constituição heroica para que não sucumbam ao excesso de estímulos visuais e de choques cotidianos. Por isso, surgiu a figura típica do flanêur, que, movimentando-se pelos espaços sociais, assume a condição contraditória de adaptação e de resistência à objetificação e à alienação da modernidade. Essa possibilidade de resistência e liberdade desentranhada pelo flâneur encontra condições viáveis até mesmo no contexto da tecnificação da cultura, o que chamou de “arte como reprodutibilidade técnica”.