- Autor
- Gilberto Ferreira de Souza
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 15 / 1
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.31977/grirfi.v15i1.742
- Páginas
- 204-232
- Idioma
- pt
Uma das principais preocupações de Ludwig Wittgenstein, presente já desde as suas primeiras observações, é a autonomia do pensamento próprio. Nosso objetivo neste texto é indicar alguns aspectos metodológicos do diagnóstico e da crítica que o filósofo vienense opera em relação à tradição filosófica ocidental com vistas a possibilitar a obtenção de resultados seguros e pacíficos no universo polêmico da filosofia. Para tanto, indicaremos a importância de recuperar o papel que a tradição filosófica desempenha para o pensamento próprio, assim como a importância de conscientizar-se de que a principal dificuldade da filosofia é estar diante dos conceitos sem pré-conceitos. Além disso, ressaltaremos a necessidade de superação das dificuldades humanas como a da vontade mostrando na filosofia de Wittgenstein a presença da atividade destruidora dos vícios, adornos e ídolos herdados bem como a sua importância para a averiguação das condições lingüísticas do próprio pensar.
