Voltar para Artigos
Artigos

A APRECIAÇÃO MORAL DA MANIFESTAÇÃO DA VONTADE INDIVIDUAL NA FILOSOFIA DE SCHOPENHAUER

Jéssica Barros Silva

Autor
Jéssica Barros Silva
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2021
Idioma
pt-BR
2021Jéssica Barros Silva. A APRECIAÇÃO MORAL DA MANIFESTAÇÃO DA VONTADE INDIVIDUAL NA FILOSOFIA DE SCHOPENHAUER. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2021.2

Para o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788 – 1860) a essência de tudo o que existe na natureza é vontade. O homem é uma das diversas aparências que a vontade assume quando aparece em seu espelho: o mundo como representação. Este trabalho elege como objeto de estudo a análise moral das peculiaridades assumidas pela vontade ao objetivar-se enquanto essência, ou caráter individual. A análise moral do caráter de cada ser humano deve partir da análise da natureza da motivação por trás de suas ações – ou “atos de vontade”. Schopenhauer estabelece três motivações básicas para o agir: o egoísmo, a maldade e a compaixão. Cada uma delas está associada a um grau de veemência específico da vontade, o qual, por sua vez, determina o quão atado ao princípio de individuação – princípio que reúne as formas a priori do espaço e do tempo na apreensão das múltiplas aparências da vontade – é o modo como funciona o conhecimento deste sujeito. Para Schopenhauer a conduta moral só é possível quando o princípio de individuação não domina o modo de conhecer do sujeito permitindo-lhe reconhecer que a sua essência é idêntica à do outro. É desse reconhecimento que nasce o sentimento de compaixão, sentimento que para Schopenhauer é a motivação por trás dos atos de justiça e de bondade, ou de toda ação dotada de valor moral.