- Autor
- Sílvia Faustino de Assis Saes
- Revista
- Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
- Edição
- 6 / 2
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.5902/2179378633799
- Páginas
- 122-135
- Idioma
- pt
Este artigo pretende mostrar de que maneira a “dialética erística”, que Schopenhauer define como “a arte de ter razão”, surge da combinação de duas linhas de pensamento sobre a dialética: a tradição aristotélica, que concebe a dialética como um discurso argumentativo baseado em opiniões geralmente aceitas; e aquela, inaugurada por Kant, que concebe a dialética como uma lógica das aparências ou lógica da ilusão. Este trabalho argumentará a favor da seguinte interpretação: ao absorver e tentar superar os ensinamentos de ambas as tradições, Schopenhauer acaba produzindo os rudimentos de uma espécie de racionalidade comunicativa na qual o funcionamento polêmico da linguagem, concebida como instrumento eficaz de certa “vontade de poder”, torna-se o único responsável pela consolidação das crenças e valores sociais.
