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A burguesia enquadrada: Mafalda e sua turma criticam elementos da sociedade burguesa (a naturalização das diferenças, a desumanização e a competição) na aula de História

Carlos Eduardo Rebuá Oliveira

Autor
Carlos Eduardo Rebuá Oliveira
Revista
Antíteses
Edição
9
Ano
2012
DOI
10.5433/1984-3356.2012v5n9p55
Páginas
55-75
Idioma
pt
2012Carlos Eduardo Rebuá Oliveira. A burguesia enquadrada: Mafalda e sua turma criticam elementos da sociedade burguesa (a naturalização das diferenças, a desumanização e a competição) na aula de História. Antíteses, n. 9, p. 55-75, 2012.3

Este trabalho objetiva, a partir de uma perspectiva marxista, refletir sobre a possibilidade de, em se criticando a sociedade burguesa na aula de História, se construir coletivamente, no limite, leituras contrahegemônicas da realidade. Alicerçados no conceito gramsciano de hegemonia e na noção de contrahegemonia, analisamos as histórias em quadrinhos não no intuito de instrumentalizar esta linguagem cada vez mais presente na sala de aula, mas no esforço de compreendê-la como um elemento que pode contribuir bastante para a crítica do real, para a explicitação do momento histórico em que foi produzida, para um ensino de História mais lúdico e crítico ao mesmo tempo. Em termos metodológicos, foram selecionadas três tiras de Mafalda (intituladas “A naturalização das diferenças”, “A desumanização” e “A competição”), presentes na obra Toda Mafalda (2002), no intuito de subsidiar as reflexões aqui esboçadas. Este trabalho representa um recorte da dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ (ProPEd), em março de 2011, sob o título: Mafalda na aula de História: a crítica aos elementos característicos da sociedade burguesa e a construção coletiva de sentidos contra-hegemônicos.