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A consciência ética e a liberdade na história em Hegel: a dialética de Antígona

Clarides Henrich de Barba

Autor
Clarides Henrich de Barba
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
7 / esp
Ano
2020
DOI
10.18012/arf.v7iesp.56355
Páginas
p.183-194
Idioma
pt
2020Clarides Henrich de Barba. A consciência ética e a liberdade na história em Hegel: a dialética de Antígona. Aufklärung: journal of philosophy, v. 7, n. esp, p. p.183-194, 2020.2

Nas Lições sobre a Filosofia da História Universal, Hegel procura desenvolver a categoria da racionalidade entendido como processo dinâmico da realidade, que se apresenta dentro de uma logicidade. É a partir do mundo grego que o processo racional se apresenta, pois no entender de Hegel, a razão é o conteúdo essencial da história, na medida em que o Espírito de um povo (Volkgeist) evolui através desta história. Segundo Hegel, a História tem um curso racional e portanto, representa o movimento dos atos e acontecimentos da humanidade. Assim, é pelo Espírito (Geist) que permite que a racionalidade se desenvolva como consciência da história universal, mas para que isto se realize, torna-se necessário que a Filosofia seja reflexiva e que a História tenha um fim Universal. Portanto, a ação trágica analisada em Antígona na Fenomenologia do Espírito representa uma abordagem crítica a respeito consciência ética na História.