A crise da democracia consensual tematizada a partir da perspectiva da filosofia política de Rancière
Hubertus David de Moura Reijrink, Ester Maria Dreher Heuser
- Autor
- Hubertus David de Moura Reijrink, Ester Maria Dreher Heuser
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 2 / 1
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.48075/rd.v2i1.14645
- Páginas
- 109-132
- Idioma
- pt
O presente texto tem como escopo desvendar, a partir da visão política de Rancière, o aparente paradoxo existente nas recentes manifestações sociais, em especial os protestos que tomaram corpo em junho de 2013 no Brasil. Tais movimentos geraram duas avaliações supostamente contraditórias: uma de crise democrática; outra de fortalecimento da democracia política. Com o intuito de mostrar que ambas as avaliações são válidas e nem por isso contraditórias, o artigo em questão toma por base as lições de Jacques Rancière e busca, em um primeiro momento, estabelecer os principais elementos que caracterizam a atividade política segundo o filósofo, bem como seu contraponto, o que o autor denomina de “polícia”. Após, conceitua-se a proposta democrática desenvolvida por Rancière baseada no dissenso, o que vem a ser uma clara oposição a atual democracia enquanto forma de governo consensual. Por fim, partindo da ideia de existência de duas visões de democracia, elucidase o aparente paradoxo instaurado, assim como o atual cenário de rebeldia que se mostra nas ruas.
