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A Crise Epistemológica da Teoria Quântica: Implicações Filosóficas do Desenvolvimento da Nova Física

João Renato Amorim Feitosa

Autor
João Renato Amorim Feitosa
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
10 / 1
Ano
2022
DOI
10.26512/rfmc.v10i1.47750
Páginas
35-54
Idioma
pt
2022João Renato Amorim Feitosa. A Crise Epistemológica da Teoria Quântica: Implicações Filosóficas do Desenvolvimento da Nova Física. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 10, n. 1, p. 35-54, 2022.1

Podemos facilmente constatar que o desenvolvimento das principais teorias do conhecimento do período moderno da filosofia ocidental guardou uma estreita relação com o status quo do desenvolvimento da matemática e das ciências de uma maneira geral. Essa característica é sobretudo evidente no projeto kantiano de fornecer as bases filosóficas para explicar a possibilidade da geometria (euclidiana) e da física newtoniana, as quais Kant fundamentou sob princípios os quais considerou condições sine qua non do conhecimento humano. Contudo, a física que se desenvolveu na primeira metade do século XX apresentou situações em que os próprios físicos tiveram que se questionar acerca dos problemas epistemológicos envolvidos na descrição, interpretação, e em última instância, na comunicação dos fenômenos observados, de modo que alguns conceitos caros à epistemologia tradicional se mostraram ora inválidos, ora ineficientes para explicar a possibilidade de conhecimento objetivo diante desse novo conjunto de fenômenos. Portanto, gostaríamos de apresentar de maneira breve de que modo ocorre essa contraposição entre epistemologia tradicional e teoria quântica, bem como o modo como os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg lidaram com a nova situação que se apresentava.