A crítica de Nietzsche à concepção de música na metafísica do belo de Schopenhauer
Átila Brandão Monteiro
- Autor
- Átila Brandão Monteiro
- Revista
- Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
- Ano
- 2012
- Idioma
- pt-BR
O objetivo do presente trabalho consiste em analisar a concepção musical de Nietzsche em Humano, demasiado humano, momento em que o filósofo adota uma estética musical formalista e assume abertamente sua oposição ao ideal romântico de música. Com isso, termina por se opor à concepção schopenhauriana de metafísica do belo, da qual compartilhou em sua juventude, destituindo o caráter “místico” atribuído à obra de arte, e mais especificamente à música. A metafísica do belo de Schopenhauer afirma a música como arte de maior importância na “hierarquia das artes”, pois ela seria a cópia direta da Vontade, ou seja, da coisa-em-si, da essência. Com o intuito de mostrar a crítica nietzschiana, busco através deste trabalho refazer os passos percorridos pelo filósofo na construção de seus argumentos, evidenciando sua perspectiva baseada no caráter histórico das expressões artísticas/culturais, reduzindo todo o “misticismo” atribuído à música pela estética romântica, a simples hábitos e gestos historicamente localizáveis
