Voltar para Artigos
Artigos

A definição foucaultiana de antropologia e os limites da filosofia crítica

Clara Virgínia de Queiroz Pinheiro, Vitor Vasconcelos de Araújo

Autor
Clara Virgínia de Queiroz Pinheiro, Vitor Vasconcelos de Araújo
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
61 / 3
Ano
2016
DOI
10.15448/1984-6746.2016.3.19850
Páginas
553-577
Idioma
pt
2016Clara Virgínia de Queiroz Pinheiro, Vitor Vasconcelos de Araújo. A definição foucaultiana de antropologia e os limites da filosofia crítica. Veritas (Porto Alegre), v. 61, n. 3, p. 553-577, 2016.1

O principal objetivo deste artigo é articular a noção de antropologia, contida na tese complementar de Foucault a História da loucura, Gênese e estrutura da Antropologia de Kant, e em sua obra de 1966, As palavras e as coisas, reconhecendo no uso deste conceito uma cumplicidade teórica entre os dois textos. Em segundo lugar, procuramos entender os motivos que levaram Foucault a abandonar Kant como referência crítica às ciências humanas. Ao desvencilhar-se da filosofia kantiana, o pensador francês é forçado a construir outros pressupostos que tornam possíveis o estudo do homem, tanto inspirado pela tendência estruturalista dos intelectuais franceses, sem, no entanto, estruturar condições atemporais dos discursos, como na crítica de Nietzsche à tradição filosófica.