A DISSIDÊNCIA ENTRE A INTUIÇÃO POÉTICA E A RAZÃO DISCURSIVA EM ANTERO DE QUENTAL
Pedro Menezes Alves Laureano
- Autor
- Pedro Menezes Alves Laureano
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 15 / 29
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2024v15n29p360-371
- Páginas
- 360-371
- Idioma
- pt
O presente ensaio configura uma tentativa de perscrutação dos traços gerais do pensamento anteriano, tendo como ponto de partida as Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do século XIX. Após um sumário enquadramento histórico-cultural — impreterível para uma correta apreensão das características singulares da sua época — o trabalho procura promover uma exegese capaz de justificar a aparente dissonância entre a literatura poética e a lucubração filosófica de Antero. Tal intento obedece, logicamente, à necessidade de uma examinação cuidadosa dos seus Sonetos. De igual modo, para que pudesse atingir um grau de razoabilidade desejável, a investigação jamais poderia negligenciar o estudo desenvolvido por Leonardo Coimbra sobre o poeta natural de Ponta Delgada. Sem surpresa, a sua análise deteve um peso considerável na elaboração do breve ensaio que aqui se apresenta. Convirá salientar que esta é uma abordagem meramente introdutória, razão pela qual não deve ser acolhida de forma acrítica.
