- Autor
- Edson Roberto Oaigen
- Revista
- Educação e Filosofia
- Edição
- 8 / 16
- Ano
- 2008
- DOI
- 10.14393/REVEDFIL.v8n16a1994-1031
- Páginas
- 159-172
- Idioma
- pt
INTRODUÇÃO Assumir criticamente a política educacional numa concepção progressista significa canalizar a prática para a ação educativa de uma escola criativa, emancipada e democrática, onde as bases da luta pela cidadania e pela oportunidade de participação na sociedade através do seu envolvimento nas decisões econômicas, sociais e políticas. Analisando a questão da autonomia do professor vê-se que esta é uma forma de mostrar sua capacidade de homem livre, pensante e com capacidade de se auto-construir. A situação atual na escola pública ou particular, de maneira geral, não tem mostrado sinais de autonomia. Ao contrário, vemo-nos diante de uma escola com professores, alunos e pais cumprindo programas, aspectos burocráticos e decisões de outrem, num verdadeiro exemplo de heteronomia. Analisando a questão da autonomia do professor vemos casos em que a própria escola apresenta previsão de currículo com concepção progressista e que, muitas vezes, esta não é assimilada pelo professor, pois a ênfase que lhe foi oferecida na sua formação indicava para uma concepção tradicional, não-crítica e heterônoma: o professor termina por repetir em sala de aula a ênfase curricular de sua formação acadêmica.[...] Palavras-chave: Educação; Política educacional progressista; Autonomia do professor.
