A elevação dos valores éticos no pensamento de Lukács: do em-si ao para-si
Fátima Maria Nobre Lopes, Luis Távora Furtado Ribeiro
- Autor
- Fátima Maria Nobre Lopes, Luis Távora Furtado Ribeiro
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 18 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.36517/arf.v18i1.96666
- Páginas
- 30-41
- Idioma
- pt
Diante da dificuldade de se pensar uma conciliação entre os interesses individuais e os interesses coletivos em virtude do predomínio do individualismo na sociedade atual, considera-se quase impossível uma transformação social, sendo exequível o seu alcance somente mediante uma ação autenticamente ética dos indivíduos, o que remete a sua saída do em-si em direção ao para-si. Partindo dessas considerações este artigo, de cunho eminentemente teórico, utilizando o método dialético, objetiva dissertar sobre o pensamento do filósofo György Lukács, ao referir-se à objetivação autêntica de uma ação verdadeiramente ética, com destaque ao seu caráter histórico e ao seu solo social, cuja direção deve estar voltada ao para-si. Tomou-se como base teórica principalmente a sua obra Ontologia do Ser Social, na qual ele deixou os delineamentos da sua ética. Nos resultados e discussões destaca-se o argumento central que permeia a concepção de Lukács sobre ética que é a necessidade de o sujeito sair do seu em-si, da sua particularidade, e de se elevar ao para-si, ao não-mais-particular. Na conclusão é evidenciada a relação dialética entre ética da intenção e ética das consequências e que a deliberação de uma ação deve conter uma intenção voltada o mais correto possível para os resultados, essa responsabilidade se alarga e se concretiza no âmbito social. Por isso a ação ética deve levar em conta o indivíduo e a sociedade, sem sacrificar um ou outro, de tal modo que haja uma convergência entre o eu e a alteridade levando ao caminho do em-si ao para-si.
