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A Escola de Kyoto, a filosofia ocidental e as artes indígenas amazônicas. Triálogo para a construção de um encontro de saberes filosóficos: The Kyoto School, western philosophy and amazonian indigenous arts. A trialogue toward the creation of a meeting of philosophical knowledges

José Jorge de Carvalho

Autor
José Jorge de Carvalho
Revista
Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
Edição
3 / 5
Ano
2019
Idioma
pt-BR
2019José Jorge de Carvalho. A Escola de Kyoto, a filosofia ocidental e as artes indígenas amazônicas. Triálogo para a construção de um encontro de saberes filosóficos: The Kyoto School, western philosophy and amazonian indigenous arts. A trialogue toward the creation of a meeting of philosophical knowledges. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 3, n. 5, 2019.1

O modelo de diálogo entre a filosofia ocidental e a oriental parte do princípio de que a filosofia brasileira é a mesma ocidental, como se não contássemos com outras tradições de pensamento - por exemplo, as indígenas, afro-brasileiras e dos demais povos tradicionais. O artigo propõe formular as bases para um triálogo entre o pensamento ocidental, o oriental e as artes e as ciências dos indígenas amazônicos brasileiros. Para tanto, desenvolvo uma leitura estética e filosófica, inspirada nas teorias da arte e das relações entre seres humanos e natureza de Nishida e de Dogen, de uma bolsa de palma de buriti chamada darruana, confeccionada pelos Wapixana e Makuxi do Roraima. Trata-se de um artefato excepcional, trançado com uma única folha, cuja realização é uma co-autoria entre a palmeira e o artesão indígena. Ofereço este triálogo como contribuição para a construção de uma perspectiva filosófica brasileira, distinta da oriental e da ocidental, ainda que complementar a ambas. Palavras-chave: Triálogo filosófico; pensamento indígena; arte amazônica; filosofia intercultural - Nishida