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A escrita da história e a ação como “obra aberta” ante as “perspectivas cruzadas”

Sanqueilo de Lima Santos, Mariana Marcelino Alvares

Autor
Sanqueilo de Lima Santos, Mariana Marcelino Alvares
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
10 / 3
Ano
2019
DOI
10.5902/2179378640392
Páginas
169 - 189
Idioma
pt
2019Sanqueilo de Lima Santos, Mariana Marcelino Alvares. A escrita da história e a ação como “obra aberta” ante as “perspectivas cruzadas”. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 10, n. 3, p. 169 - 189, 2019.2

O presente artigo discute sobre o caráter aberto que Ricœur, em sua obra A memória, a história, o esquecimento (2001), mantém para a questão da validade da historiografia enquanto saber científico. O fato de Ricoeur não objetivar um consenso que valide a historiografia, no sentido epistemológico, pode desanimar um leitor historiador. No entanto, o dissensus que se reflete na falta de um método paradigmático, de um significado unívoco e de uma categoria fundamental da investigação historiográfica, em Ricoeur, não condena a historiografia à impossibilidade. Ao invés disso, o presente texto tem o objetivo de justificar o caráter “aberto” da historiografía, exposto por Ricoeur na obra aqui citada, apresentando a necessidade das “perspectivas cruzadas” para a relação da historiografia com o debate público. Essa discussão desemboca nas implicações éticas e políticas do discurso historiográfico.