A ética do aprimoramento cognitivo: efeito Flynn e a falácia dos talentos naturais
Marcelo de Araujo
- Autor
- Marcelo de Araujo
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 16 / 1
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2017v16n1p1
- Páginas
- 01-14
- Idioma
- pt
O debate contemporâneo sobre a ética do aprimoramento cognitivo tem se concentrado sobretudo na pergunta sobre se, e em que medida, os indivíduos deveriam ou não ter o direito a fazer uso de novas tecnologias na expectativa de aumentar suas respectivas faculdades cognitivas. A pergunta sobre se haveria uma obrigação de implementarmos o aprimoramento cognitivo dos indivíduos não tem recebido muita atenção. Neste artigo, eu defendo a tese segundo a qual o Estado tem, em princípio, a obrigação de promover o aprimoramento cognitivo dos seus cidadãos. O argumento envolve uma análise do denominado efeito Flynn e das políticas públicas para a educação de crianças superdotadas. A obrigação que o Estado tem de promover o aprimoramento cognitivo de seus cidadãos está subordinada ao conhecimento disponível sobre a eficácia e a segurança dos procedimentos para fins de aprimoramento cognitivo.
