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A experiência do ser humano cartesiano

Juliana da Silveira Pinheiro

Autor
Juliana da Silveira Pinheiro
Revista
Trilhas Filosóficas
Edição
4 / 1
Ano
2011
Páginas
50-64
Idioma
pt
2011Juliana da Silveira Pinheiro. A experiência do ser humano cartesiano. Trilhas Filosóficas, v. 4, n. 1, p. 50-64, 2011.2

O presente artigo pretende apresentar a idéia de que o ser humano cartesiano é uma entidade para ser sentida, muito mais do que claramente pensada. Neste sentido, a testemunha do que somos é dada pelas paixões, e não pelo puro entendimento. O dualismo cartesiano – tese de que o ser humano é constituí­do por corpo e mente, ambas substâncias distintas – leva-nos a pensar o homem como um composto de duas coisas incompatí­veis. No entanto, a experiência sensí­vel nos revela um ser humano, cuja mente e corpo estão unidos e interagem entre si, formando uma unidade substancial. Embora a noção da união entre mente e corpo seja dificilmente concebí­vel diante do dualismo de Descartes, ela é cotidianamente experimentada. No âmbito da vida prática, o ser humano cartesiano é mais uma experiência do que sentimos ser, do que pensamos claramente ser.