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A experiência do tempo no expressionismo musical de Schoenberg, segundo Adorno

Philippe Curimbaba Freitas

Autor
Philippe Curimbaba Freitas
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
9 / 1
Ano
2014
DOI
10.31977/grirfi.v9i1.600
Páginas
55-65
Idioma
pt
2014Philippe Curimbaba Freitas. A experiência do tempo no expressionismo musical de Schoenberg, segundo Adorno. Griot : Revista de Filosofia, v. 9, n. 1, p. 55-65, 2014.3

O presente artigo pretende sustentar que o diagnóstico adorniano sobre perda da experiência qualitativa do tempo no expressionismo de Schoenberg pode ser desdobrado a partir da mobilização de dois conceitos da musicologia: o trabalho temático e a harmonia tonal. Ambos os conceitos estão associados a procedimentos compositivos em virtude dos quais logrou-se, na música anterior ao expressionismo, uma continuidade temporal que obedecia a uma necessidade, isto é, não contingente, ou fortuita. A dissolução da continuidade temporal na obra expressionista de Schoenberg é, portanto, resultado do abandono destes mesmos procedimentos.