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A experiência literária em O caminhão, de Marguerite Duras: questões sobre a cultura e a arte

Lara Rodrigues Silva

Autor
Lara Rodrigues Silva
Revista
Revista Limiar
Edição
6 / 12
Ano
2019
DOI
10.34024/limiar.2019.v6.9562
Páginas
196-218
Idioma
pt
2019Lara Rodrigues Silva. A experiência literária em O caminhão, de Marguerite Duras: questões sobre a cultura e a arte. Revista Limiar, v. 6, n. 12, p. 196-218, 2019.1

Segundo Maurice Blanchot, as conjunturas históricas influenciam os movimentos artísticos e acabam por lhes darem forma. O autor observa que a literatura (as artes em geral) caminha rumo ao seu desaparecimento. Segundo o escritor, o que verdadeiramente importa na arte é a experiência: o exercício de buscar a obra e, por esse meio, torná-la possível como uma paixão inútil fora da excelência de um poder e de um objeto de uso, numa contemplação que se basta, direcionada, unicamente, ao seu próprio fim. À vista disso, Marguerite Duras escreve, produz e dirige, em 1977, a obra, livro e filme (ou livro/filme) O caminhão, que atravessa a experiência noturna própria da arte, possibilitando, desse modo, pensar em questões pertinentes às relações entre a cultura e a arte.