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A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO COMO CONDIÇÃO DO LUCRO COMERCIAL E DA RENDA FUNDIÁRIA NO PENSAMENTO DE MARX

Mailson Bruno de Queiroz Carneiro Gonçalves, Eduardo Ferreira Chagas

Autor
Mailson Bruno de Queiroz Carneiro Gonçalves, Eduardo Ferreira Chagas
Revista
Revista Dialectus
Edição
25
Ano
2022
DOI
10.30611/2022n25id80841
Páginas
200-211
Idioma
pt
2022Mailson Bruno de Queiroz Carneiro Gonçalves, Eduardo Ferreira Chagas. A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO COMO CONDIÇÃO DO LUCRO COMERCIAL E DA RENDA FUNDIÁRIA NO PENSAMENTO DE MARX. Revista Dialectus, v. 25, p. 200-211, 2022.3

O objetivo deste artigo é demonstrar, a partir do pensamento de Marx, como o lucro comercial e a renda fundiária – dois componentes do mais-valor que, juntamente com o salário, correspondem aos rendimentos da fórmula trinitária – pressupõem a exploração do trabalho ou o intercâmbio desigual que mantém o processo de acumulação capitalista. As remunerações do comerciante e do proprietário fundiário, muito embora apareçam na superfície da economia moderna dissociadas do seu fundamento real, como se fossem autônomas e sem qualquer nexo com a espoliação que garante a autovalorização do capital, representam apenas quotas do trabalho excedente obtido na esfera da produção.