- Autor
- Pablo Enrique Abraham Zunino
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 10 / 20
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.34024/limiar.2023.v10.18890
- Páginas
- 246-257
- Idioma
- pt
Este artigo examina a noção de “fabulação” em dois períodos diferentes da história da filosofia: primeiramente, a formulação de Henri Bergson n’As duas fontes da moral e da religião (1932), obra na qual o autor considera a fabulação religiosa como uma reação da natureza contra os efeitos colaterais da inteligência humana. O acaso, a magia, o medo da morte e outros desastres contingentes que ameaçam a sobrevivência individual ou da espécie, forçam a inteligência a criar deuses, crenças e superstições, assegurando a vida em sociedade desde os povos primitivos até hoje. Em um segundo momento; confrontamos junto a Gilles Deleuze o uso deste conceito em novos campos de aplicação: a estética e a política. Sem dúvida, o conceito de fabulação encontra na estética contemporânea um campo fértil para a criação artística, sobretudo na literatura e no cinema. Ademais, esta capacidade de vidência tem ressonâncias políticas que nos interessa problematizar.
