A FETICHIZAÇÃO DA DIFERENÇA: O PACTO COLONIAL ENTRE A VIOLÊNCIA E A LEGITIMAÇÃO
Cello Latini Pfeil, Bruno Latini Pfeil
- Autor
- Cello Latini Pfeil, Bruno Latini Pfeil
- Revista
- Eleuthería - Revista do Mestrado Profissional em Filosofia da UFMS
- Edição
- 10 / 18
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.55028/7xgwbx41
- Páginas
- 66-83
- Idioma
- pt
Este ensaio se dedica a marcar as relações entre dois conceitos: pacto narcísico da cisgeneridade e ofensa da nomeação. Ao observarmos as comuns reações de rejeição do termo “cisgeneridade”, sua designação como não-científico, percebemos a manutenção de um pacto narcísico. Ao nos apresentar ao pacto da branquitude, Cida Bento percebe como a branquitude se protege, por vias institucionais, de sua fragilidade. Percebemos, em espaços acadêmicos, de onde emergem as categorias diagnósticas sobre os corpos “Outros” que a cisgeneridade institucionalizada se vale de suas posições de poder para garantir a hegemonia de seu silêncio descritivo, de sua deslocalização. Há, então, na estrutura do pacto da branquitude, um pacto da cisgeneridade que se conforma à heteronormatividade, à corponormatividade. Seria essa a cisgeneridade em negação, que se ofende ao ser nomeada, que reage à sua própria designação tal como se reagiria a uma ofensa. Essa é nossa tese.
