Voltar para Artigos
Artigos

A FUNÇÃO LÓGICA DESEMPENHADA PELAS FOTOGRAFIAS NOS PENSAMENTOS ACERCA DOS OBJETOS FOTOGRAFADOS

Guilherme Ghisoni da Silva

Autor
Guilherme Ghisoni da Silva
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
20 / 2
Ano
2016
DOI
10.5216/phi.v20i2.40047
Páginas
29-54
Idioma
pt
2016Guilherme Ghisoni da Silva. A FUNÇÃO LÓGICA DESEMPENHADA PELAS FOTOGRAFIAS NOS PENSAMENTOS ACERCA DOS OBJETOS FOTOGRAFADOS. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 20, n. 2, p. 29-54, 2016.4

O objetivo deste artigo é compreender a função lógica desempenhada pelas fotografias nos pensamentos acerca de entidades conhecidas exclusivamente através de fotografias. Buscarei contrastar duas linhas interpretativas gerais: a fotografia como conhecimento por familiaridade e como conhecimento por descrição. A análise dessas linhas interpretativas levará em consideração o paralelo com as discussões sobre memórias episódicas e metafísica do tempo. Ao longo do artigo, buscarei criticar o tratamento da fotografia como familiaridade, tendo como base as ideias de John Zeimbekis. No tratamento como familiaridade, a fotografia teria uma função lógica semelhante a um demonstrativo, que apontaria para entidades particulares no passado, através da rota causal que une a fotografia ao referente. A crítica de Zeimbekis tem como ponto de partida a distinção entre o referente causal da fotografia e o seu conteúdo representacional (as propriedades visuais nela exemplificadas). A tese a ser sustentada é que o conteúdo da fotografia não seria suficiente para a determinação da identidade numérica do referente. Com isso, propõe-se o deslocamento da função lógica da fotografia da função referencial para a predicativa. A fotografia exemplificaria propriedades fenomenais atribuídas a uma entidade conhecida apenas por descrição através da fotografia.