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“A GENTE ESTAVA NO BRASIL SE ESTIVESSE EM MARTE”: FRONTEIRAS E LIMITES EM FLUSSER E TRÍAS

Gabriela Reinaldo

Autor
Gabriela Reinaldo
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 50
Ano
2024
DOI
10.13102/ideac.v1i50.11103
Páginas
451-470
Idioma
pt
2024Gabriela Reinaldo. “A GENTE ESTAVA NO BRASIL SE ESTIVESSE EM MARTE”: FRONTEIRAS E LIMITES EM FLUSSER E TRÍAS. Revista Ideação, v. 1, n. 50, p. 451-470, 2024.1

Em sua filosofia do limite, Eugenio Trías, discutindo o ser do limite, aborda temas como o espaço e a vertigem do ponto de vista estético e político. Espaço e vertigem são temas recorrentes também para Vilém Flusser, sendo ele mesmo esse ser que habita e desafia limites – entre línguas e pátrias, mas também limites epistemológicos que nos brindaram com outros modos de pensar a comunicação, as mídias e as imagens. Ainda que pertencentes a tradições filosóficas muito distintas – Trías parte de uma ontologia metafísica, enquanto Vilém Flusser vê no jogo e na poesia modos de explorar a realidade –, há pontos que se interseccionam em suas argumentações. Por tratar de temas que, pelas suas características, transbordam, este artigo se aproxima do ensaio, gênero que tende à desautorização de todos os métodos, como defende Adorno, e que é adotado por Trías e Flusser como modo de escrita e de elaboração do pensamento. Palavras-chaves: Limite 1. Fronteira 2. Espaço 3. Ensaio. 4. Vertigem 5.