A interpretação cognitivista das emoções em Aristóteles: Emotions in Aristotle and the cognitive interpretation
Christiani de Menezes e Silva
- Autor
- Christiani de Menezes e Silva
- Revista
- Revista Helius
- Edição
- 4 / 2
- Ano
- 2023
- Páginas
- 25-57
- Idioma
- pt
Aristóteles tratou em algumas de suas obras sobre o fenômeno das pathe (afecções) procurando esclarecer quando tal noção pode ser entendida como emoções. Para Aristóteles, a faculdade de sentir emoção nos é dada por natureza, e esta é um tipo de pathos que envolve cognição, não a do tipo complexa, mas uma impressão irrefletida que gera certo sentimento. Essa forma de entender a emoção é retomada hoje tanto por William Fortenbaugh como Martha Nussbaum que compreendem que Aristóteles estaria na origem do que seria uma visão “cognitivista” da emoção, ao esclarecer o conteúdo intencional de certo estado mental que, por sua vez, representaria algum estado de coisas no mundo. Neste artigo procuraremos entender como Aristóteles compreende a emoção e se podemos interpretá-la da mesma forma que a emoção contemporânea, como sugerem alguns cognitivistas.
