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A interpretação heideggeriana sobre o eterno retorno de Nietzsche e a questão do tempo

Newton Pereira Amusquivar Júnior

Autor
Newton Pereira Amusquivar Júnior
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
12 / 1
Ano
2021
DOI
10.5902/2179378664488
Páginas
e10
Idioma
pt
2021Newton Pereira Amusquivar Júnior. A interpretação heideggeriana sobre o eterno retorno de Nietzsche e a questão do tempo. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 12, n. 1, p. e10, 2021.2

O objetivo do artigo é analisar a interpretação de Heidegger sobre o eterno retorno de Nietzsche, colocando como questão central a problemática do tempo. Para Heidegger, o filósofo de Zaratustra continua sendo metafísico, mas nele se constitui também o acabamento da metafísica. O eterno retorno tem importância fundamental nesse fim da metafísica, pois pensando o instante como algo eterno, se suprime a metafísica por dentro. Nas preleções de Nietzsche I, a interpretação sobre o eterno retorno se interliga com esse fim da metafísica e inversão do platonismo. Com isso, se revela uma concepção de tempo contrária à metafísica. Por outro lado, na década de 1950, em Quem é Zaratustra de Nietzsche? e a preleção O que significa pensar?, Heidegger aprofunda mais a interpretação do eterno retorno e de tempo, vendo na filosofia nietzschiana não só o acabamento da metafísica, mas também a possibilidade da passagem ao o poético.