A INTRODUÇÃO DA FANTASIA NA METAPSICOLOGIA FREUDIANA: A REALIZAÇÃO ALUCINATÓRIA DE DESEJO E O SIGNO DE REALIDADE
Clovis Eduardo Zanetti
- Autor
- Clovis Eduardo Zanetti
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 17 / 20
- Ano
- 2005
- DOI
- 10.7213/rfa.v17i20.3427
- Páginas
- 25-43
- Idioma
- pt
O artigo visa a uma análise introdutória da recepção teórica da fantasia na obra de Freud exposta na correspondência a Fliess de 21 de setembro de 1897. Desdobra as teses implícitas na afirmação de que a fantasia faz saber que no inconsciente não existe signo de realidade de modo que não se pode distinguir entre verdade e ficção. Localiza e circunscreve a problemática original em que esta afirmação se situa em relação à teoria do aparelho psíquico desenvolvida no texto “Projeto de uma psicologia” (1895). A referência de Freud às articulações deste texto permite sustentar a hipótese de que a fantasia encontra seus antecedentes teóricos e constitucionais na indistinção originária entre percepção e recordação presente nas realizações alucinatórias de desejo, e na compreensão do lugar e função desempenhada pelo signo de realidade neste primeiro momento da constituição psíquica humana.
