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A investigação arqueológica como diagnóstico do presente: : uma crítica ao pensamento antropológico

Fernanda Gomes da Silva

Autor
Fernanda Gomes da Silva
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
45 / 4
Ano
2022
DOI
10.1590/0101-3173.2022.v45n4.p65
Páginas
65-84
Idioma
pt
2022Fernanda Gomes da Silva. A investigação arqueológica como diagnóstico do presente: : uma crítica ao pensamento antropológico. Trans/Form/Ação, v. 45, n. 4, p. 65-84, 2022.2

Este artigo busca produzir uma leitura da investigação arqueológica empreendida porMichel Foucault como um trabalho de diagnóstico do presente, que se estabelece como uma crítica ao pensamento antropológico dominante no cenário francês da década de sessenta. Para essa tarefa, parte-se de uma descrição do aparato conceitual forjado por sua Arqueologia do saber, a fim de acompanhar um duplo movimento, de forte presença nietzschiana: ao mesmo tempo que efetiva a sua crítica aoshumanismos que permeiam o pensamento filosófico então vigente, Foucault ensaia um outro modo depensar, liberado de amarras antropológicas e de qualquer instância fundadora.