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A LINGUAGEM DE ÓRGÃO ESQUIZOFRÊNICA E O PROBLEMA DA SIGNIFICAÇÃO NA METAPSICOLOGIA FREUDIANA

Fátima Caropreso, Richard Theisen Simanke

Autor
Fátima Caropreso, Richard Theisen Simanke
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
18 / 23
Ano
2006
DOI
10.7213/rfa.v18i23.8612
Páginas
105-128
Idioma
pt
2006Fátima Caropreso, Richard Theisen Simanke. A LINGUAGEM DE ÓRGÃO ESQUIZOFRÊNICA E O PROBLEMA DA SIGNIFICAÇÃO NA METAPSICOLOGIA FREUDIANA. Revista de Filosofia Aurora, v. 18, n. 23, p. 105-128, 2006.1

No artigo metapsicológico sobre o inconsciente de 1915, Freud formulauma explicação metapsicológica da alteração da linguagem naesquizofrenia, a qual pode ser complementada por algumas hipótesesapresentadas em dois de seus textos iniciais: Sobre a concepção dasafasias, de 1891, e Projeto de uma Psicologia, de 1895. Além deesclarecerem o mecanismo subjacente à chamada “linguagem deórgão” (Organsprache) esquizofrênica, esses dois textos nos revelamque a alteração da linguagem nesta patologia consiste em umaretomada da significação originária das palavras. O objetivo deste artigoé discutir de que maneira esses textos inaugurais da obra freudianaaprofundam a explicação metapsicológica da linguagem de órgãoesquizofrênica esboçada por Freud em 1915 e, no sentido inverso,como as características das alterações de linguagem próprias dessaforma de patologia podem lançar luz sobre as concepções freudianassobre a natureza e a origem da significação.