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A LOUCURA NO PERCURSO DA DÚVIDA CARTESIANA E A OBJEÇÃO FOUCAULTIANA

Kellen Raquel Ramiro Xavier Araújo

Autor
Kellen Raquel Ramiro Xavier Araújo
Revista
PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
Edição
9 / 18
Ano
2020
DOI
10.26512/pl.v9i18.30100
Páginas
152 - 171
Idioma
pt
2020Kellen Raquel Ramiro Xavier Araújo. A LOUCURA NO PERCURSO DA DÚVIDA CARTESIANA E A OBJEÇÃO FOUCAULTIANA. PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília, v. 9, n. 18, p. 152 - 171, 2020.1

No presente trabalho trataremos da questão referente à  menção aos loucos feita por Descartes na Primeira Meditação, a partir da reconstrução da dúvida natural até o ponto onde o argumento dos sonhos é exibido. Tal reconstrução servirá de apoio ao nosso intuito principal que é rever a noção de exclusão que Foucault, no livro História da Loucura, atribui à  relação entre o argumento da loucura e o do sonho, e sua objeção a não utilização da loucura, por Descartes, como uma das razões para duvidar. Propomos a hipótese de que Descartes não dá seguimento à  experiência da loucura, e passa dessa à do sonho em função da maior abrangência que a possibilidade constante de se estar sonhando concede no momento da dúvida dos sentidos. Por fim, delinearemos nossa conclusão de que a relação entre o argumento da loucura e o do sonho não é de exclusão, mas de continuidade.