- Autor
- Luiz Rohden
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 58 / 2
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2013.2.14827
- Páginas
- 309-332
- Idioma
- pt
A metafísica pertence à espinha dorsal da tradição filosófica. O termo, não raro, porém, ainda causa uma espécie de mal-estar no meio acadêmico. Aqui, propomo-nos, inicialmente, mostrar que, de fato, um determinado modelo de metafísico soçobrou. Num segundo momento,justificaremos a retomada da reflexão sobre a metafísica por razões antropológicas e da tradição fenomenológico-hermenêutica, concedendo ênfase às perspectivas francesa e germânica. Ao final, argumentaremos em torno de uma noção de metafísica que deve incorporar, em seudiscurso, a temporalidade. É em Ricoeur que encontramos indicações decisivas, próprias da tradição fenomenológico-hermenêutica, que nos possibilitam reconfigurar, num novo e apropriado estilo, a metafísicanarrativa que integra a compreensão e a concepção de pessoa em seu bojo.
