A noção de campo psíquico inconsciente em Carl Gustav Jung: O self e sua prefiguração no arquétipo Cristo - Notas em Edith Stein
Glaucia Kasper, Libanio Cardoso Neto, Everaldo dos Santos Mendes
- Autor
- Glaucia Kasper, Libanio Cardoso Neto, Everaldo dos Santos Mendes
- Revista
- Prometeus - Journal of Philosophy
- Edição
- 17 / 49
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.52052/issn.2176-5960.pro.v17i49.24833
- Idioma
- pt
Neste estudo, investigou-se nos escritos de Carl Gustav Jung a noção de campo psíquico inconsciente e de seu centro regulador das atividades psíquicas: o self. Delimitou-se o presente estudo no arquétipo cristão, considerado o fenômeno da diversidade religiosa que permeia a cultura ocidental. No percurso teórico-metodológico, delineou-se uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, que reuniu os escritos de Carl G. Jung com recurso a Edith Stein. Na cultura ocidental, o arquétipo self prefigura-se na imagem de Cristo. No arquétipo Cristo, Carl G. Jung identificou a manifestação simbólica do arquétipo central da psique humana e coletiva: o Self projetado da contemporaneidade. Nas intervenções clínicas, Carl G. Jung busca tornar consciente o processo de desenvolvimento psíquico, alcançando a essência do ato de existir: o “vir-a-ser” do indivíduo. Na psique, este arquétipo se apresenta sob os modos de luz e sombra. Por sua vez, a integração de seus aspectos negativos constitui parte do desenvolvimento da personalidade. No presente estudo, salienta-se: [i] o sentido do arquétipo central; [ii] o seu papel psíquico prefigurado no Cristo; [iii] a sua função no desenvolvimento da personalidade. No século XXI, compreende-se que pesquisas que versem sobre a manifestação do self são essenciais para o desenvolvimento da personalidade psíquica.
