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A NOVIDADE TOTALITÁRIA COMO EVENTO DE RUPTURA DOS DIREITOS HUMANOS EM HANNAH ARENDT

Ricardo Pietrowski Ferreira

Autor
Ricardo Pietrowski Ferreira
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 33
Ano
2018
DOI
10.13102/ideac.v1i33.1291
Páginas
283-312
Idioma
pt
2018Ricardo Pietrowski Ferreira. A NOVIDADE TOTALITÁRIA COMO EVENTO DE RUPTURA DOS DIREITOS HUMANOS EM HANNAH ARENDT. Revista Ideação, v. 1, n. 33, p. 283-312, 2018.1

Para abordar o tema dos direitos humanos, e como o totalitarismo rompeu com algumas de suas fundamentações, as reflexões contidas nas obras de Hannah Arendt se fazem de suma importância para compreensão do fenômeno histórico. No primeiro momento, apoiado pela obra Origens do Totalitarismo, pretendo demonstrar como os Direitos Humanos, justificados e baseados nas declarações de 1776 e de 1789 que tornaram o homem como fonte de toda lei e por isso inalienável, se mostraram insuficientes frente ao fenômeno totalitário. Devido a essa insuficiência, deu-se o aparecimento dos apátridas e minorias desprovidos de uma nacionalidade, os “displaced persons” como Arendt define. Por fim, demonstro a partir de Arendt como os campos de concentração implantados no período totalitário foram fenômenos inéditos perante a comunidade política e filosófica e, essa maneira, tornaram-se cruciais para consolidação da ruptura dos direitos humanos. A novidade totalitária dos campos de concentração destruiu não só apenas a personalidade jurídica e moral do homem, mas também sua “espontaneidade”.