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A objeção do self parfitiano na guinada política de John Rawls

Rafaela Fernandes Leite, Yago Condé Ubaldo de Carvalho

Autor
Rafaela Fernandes Leite, Yago Condé Ubaldo de Carvalho
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
42 / 1
Ano
2023
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v42i1p7-19
Páginas
7-19
Idioma
pt-BR
2023Rafaela Fernandes Leite, Yago Condé Ubaldo de Carvalho. A objeção do self parfitiano na guinada política de John Rawls. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 42, n. 1, p. 7-19, 2023.2

Neste artigo, tratamos de um desafio lançado inicialmente por Derek Parfit contra a teoria da justiça de Rawls, que diz respeito ao problema da identidade pessoal e como isso pode se relacionar com os princípios distributivos da justiça. Acreditamos, como indicado por Paul Weithman, que tal problema desempenha um papel relevante na guinada política de Rawls – movimento pelo qual designamos as transformações em sua teoria do período de Uma Teoria da Justiça para o da publicação de Political Liberalism. O próprio Weithman já forneceu uma análise acurada de como essa objeção, a qual daqui em diante nos referimos como a objeção do self parfitiano, minou a primeira tentativa de Rawls de mostrar como sua concepção de justiça seria estável. É provável, no entanto, que seja fácil perder o rumo desse debate, que foi de certa forma mediado por Samuel Scheffler. É por isso que fornecemos uma exposição cronológica desse debate na seção 1. Depois disso, na seção 2, reafirmamos o relato de Weithman de como o self parfitiano mina a estabilidade da concepção de justiça de Rawls em Uma Teoria da Justiça. Por fim, na seção 3, examinamos se essa dificuldade é devidamente tratada em Political Liberalism. Assim, sobretudo com este último passo, esperamos que esta abordagem possa acompanhar e complementar as contribuições anteriores de Weithman.