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A posição original como mediação entre estado de natureza e imperativo categórico: Rawls entre Hobbes e Kant

Delamar José Volpato Dutra

Autor
Delamar José Volpato Dutra
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
13 / 1
Ano
2014
DOI
10.5007/1677-2954.2014v13n1p112
Páginas
112-140
Idioma
pt
2014Delamar José Volpato Dutra. A posição original como mediação entre estado de natureza e imperativo categórico: Rawls entre Hobbes e Kant. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 13, n. 1, p. 112-140, 2014.1

O texto apresenta o conceito de lei natural em Hobbes e contesta que o conteúdo da mesma seja exclusivamente um imperativo hipotético decorrente da racionalidade estratégica. Aproveita a interpretação de Rawls para conferir um estatuto moral ao conteúdo das leis naturais, tais quais elas foram propostas por Hobbes. Para tal intento, a posição original é lida como uma estratégia de contaminação do imperativo categórico por imperativos hipotéticos. Se Kant afirma que, com várias limitações, a regra de ouro pode ser derivada do imperativo categórico, então, deve haver algum elemento da regra de outro no imperativo categórico. O texto perscruta qual seria esse elemento. O presente artigo apresenta, portanto, uma leitura de Hobbes inspirada na posição original de Rawls, cuja finalidade será mostrar que as interpretações morais de Hobbes sustentadas, por exemplo, por Taylor, Warrender, Rawls e Habermas, são defensáveis, muito embora não pelas razões alegadas por alguns deles. Conclui-se estar em questão, destarte, não uma discordância quanto aos conteúdos do que se poderia chamar justiça ou regras de convivência, mas quanto às estratégias de fundamentação.