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A Presença da Psicanálise na Filosofia da Nova Música de Adorno

Bruno Carvalho

Autor
Bruno Carvalho
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
10 / 1
Ano
2022
DOI
10.26512/rfmc.v10i1.47475
Páginas
121-144
Idioma
pt
2022Bruno Carvalho. A Presença da Psicanálise na Filosofia da Nova Música de Adorno. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 10, n. 1, p. 121-144, 2022.1

O objetivo deste artigo é discutir a presença da psicanálise na “Filosofia da nova música” de Adorno. Busca-se argumentar que ele se vale do esquema de compreensão benjaminiano da poesia de Baudelaire (entendida como uma elaboração das experiências de choque na vida no capitalismo pós Revolução Industrial), mas o utiliza na crítica musical. As obras de Schoenberg e Stravinski, compositores mais importantes de duas escolas da assim chamada “música nova”, trabalham com diferentes sujeitos composicionais e suas formas de lidar com os choques da vida moderna. Tanto Benjamin quanto Adorno se valem da teoria freudiana para a compreensão dessa noção de choque, em especial a sua teoria da angústia e do trauma. As obras desses compositores, compreendidas como modelos de elaboração do trauma, oferecem distintas formas de reagir ao trauma, a identificação com o agressor e a resistência. Nisso residem elementos que ajudam a defender a hipótese da centralidade da noção de sofrimento na obra de Adorno.