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A presença dos gregos na análise bergsoniana das ciências e da metafísica

Tomás Prado

Autor
Tomás Prado
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
65 / 3
Ano
2021
DOI
10.15448/1984-6746.2020.3.37619
Páginas
e37619
Idioma
pt
2021Tomás Prado. A presença dos gregos na análise bergsoniana das ciências e da metafísica. Veritas (Porto Alegre), v. 65, n. 3, p. e37619, 2021.3

Em 1911, Henri Bergson proferiu na Universidade de Oxford conferências em que associa sua visão das ciências ao pensamento grego. Com base nessa comparação, trata-se de reconstituir sua análise das ciências e da metafísica desde os cursos que ele ofereceu na juventude sobre a filosofia grega. Consideramos que eles explicitam tanto seu vínculo com a tradição filosófica quanto a radicalidade do seu pensamento, sobretudo nas conclusões metafísicas de A evolução criadora. Nesse percurso, pretendemos distinguir a física e a matemática da psicologia e da biologia; reconstituir as diferenças que ele identifica entre escolas gregas; cotejar postulados do pensamento antigo com os do pensamento moderno; e demonstrar com quais aspectos dessas referências a filosofia bergsoniana possui maiores afinidades. Não se trata de reduzir seu pensamento à filosofia dos antigos, mas demonstrar como essa interlocução é especialmente profícua em sua análise das ciências e da metafísica.