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A PSICANÁLISE COMO PARÁFRASE POLÍTICA: ÉCOLE FREUDIENNE DE PARIS E A ETIFICAÇÃO DA TEORIA LACANIANA

Nilton Ken OTA

Autor
Nilton Ken OTA
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
39 / 4
Ano
2016
DOI
10.1590/S0101-31732016000400004
Idioma
pt
2016Nilton Ken OTA. A PSICANÁLISE COMO PARÁFRASE POLÍTICA: ÉCOLE FREUDIENNE DE PARIS E A ETIFICAÇÃO DA TEORIA LACANIANA. Trans/Form/Ação, v. 39, n. 4, 2016.2

Em grande medida, os estudos sobre a constituição do arcabouço teórico do lacanismo têm ocorrido ao largo do exame de sua historicidade. Essa negligência reforça o ocultamento do processo social que levou a produção lacaniana a uma profunda integração entre a formalização e a etificação da teoria. Esse processo não pode ser compreendido sem a contextualização crítica da conjuntura política que cercou a proposta e a existência da École Freudienne de Paris (EFP), fundada por Lacan, em 1964. A estreita convivência com os jovens militantes dos grupos da esquerda extraparlamentar da época, notadamente os maoístas, e a assimilação de suas problematizações fizeram do pensamento lacaniano e da EFP o espaço de objetivação de um discurso movido pela paráfrase política e seus efeitos de engajamento. Este artigo pretende expor as linhas de estruturação político-social dos conceitos forjados por Lacan, em meio à instituição e à consolidação de sua Escola.