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A Psicodelia Clínica e Experiência Narrativa: Spinoza e a Jornada de Aprendizagem dos Afetos

Alessandro Gonçalves Campolina

Autor
Alessandro Gonçalves Campolina
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
17 / 28
Ano
2026
DOI
10.52521/conatus.v17i28.15508
Páginas
13-21
Idioma
pt
2026Alessandro Gonçalves Campolina. A Psicodelia Clínica e Experiência Narrativa: Spinoza e a Jornada de Aprendizagem dos Afetos. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 17, n. 28, p. 13-21, 2026.1

A experiência psicodélica pode ser compreendida como uma aprendizagem experiencial que atravessa estágios de preparação, experimentação e integração, marcados por variações de intensidade afetiva. O processo pode ser concebido como um fluxo contínuo de afetos que modulam a potência de agir do sujeito ao longo de encontros transformadores. A integração destes afetos se conecta às estruturas precoces de apego descritas por John Bowlby, influenciando padrões relacionais e a forma de se afetar e ser afetado. No plano estético-clínico, a experiência psicodélica encontra analogia na dramaturgia cinematográfica, onde variações narrativas—tragédia, farsa, melodrama e comédia—desencadeiam modulações éticas e perceptivas. Liberdade e disciplina, nesse contexto, tornam-se vetores da individuação e da transfiguração dos modos de existência. A psicodelia clínica, assim, se afirma como arte do encontro e cartografia do desejo, em consonância com a ética de Spinoza, na qual pensar é aumentar a potência de existir em intersecções narrativas.