- Autor
- Rodrigo de Sá-Nogueira Saraiva
- Revista
- ARARIPE — REVISTA DE FILOSOFIA -
- Edição
- 5 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.56837/Araripe.2024.v5.n1.1439
- Páginas
- 59-111
- Idioma
- pt
Este artigo procura esclarecer as evolução filogenética da ética, definida como a imposição de um código de conduta a si próprio. Para que tal imposição seja possível tem de haver: a) uma separação entre eu sujeito e eu-objecto, b) a capacidade de ter uma «forma mental» que se impõe à realidade, c) a capacidade de relacionar, mentalmente, pessoas e/ou coisas (anaforia), d) «teoria da mente», para navegar normas sociais e, e) por fim, conformismo. Procura-se, no registo arqueológico dos últimos dois milhões de anos, identificar o aparecimento dessas características. Discute-se, depois, como pode ter ocorrido a passagem de cooperação dentro de grupos familiares para grupos identitários e o papel da religião como aglutinador de identidades grupais. O artigo termina com considerações sobre o tribalismo e as suas consequências.
