- Autor
- Maria Cristina Longo Cardoso Dias
- Revista
- Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
- Edição
- 27 / 52
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.21680/1983-2109.2020v27n52ID19780
- Páginas
- 143-163
- Idioma
- pt
Este texto propõe-se a trabalhar, principalmente, os livros:1) Mulheres, Raça e Classe, 2) Mulheres, Cultura e Política e 3) A Liberdadeé uma Luta Constante de Angela Davis. Este artigo procuramostrar como, para a autora, as opressões sexistas, racistas e declasse estão inter-relacionadas e são constantemente reproduzidas,no modo de produção capitalista, embora a realidade apareça de formafragmentada. Tendo em vista que as opressões estão intrinsecamenterelacionadas, entende-se que as lutas e resistências precisamerguer-se de forma conjunta para, de fato, fazer frente ao conjuntodas injustiças. Lutas não potentes ocorrem quando um grupo oprimidotenta deixar de ser oprimido juntando-se ao grupo opressor, poroutro lado, lutas potentes ocorrem quando oprimidos e oprimidas dediversas causas unem-se e apoiam-se mutuamente no conjunto dosmovimentos contra-hegemônicos.
