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A QUESTÃO JUDAICA: A TRANSIÇÃO DO JOVEM MARX DA CRÍTICA FILOSÓFICA À CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA

Gianni Fresu

Autor
Gianni Fresu
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 39
Ano
2019
DOI
10.13102/ideac.v1i39.4527
Páginas
73-91
Idioma
pt
2019Gianni Fresu. A QUESTÃO JUDAICA: A TRANSIÇÃO DO JOVEM MARX DA CRÍTICA FILOSÓFICA À CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA. Revista Ideação, v. 1, n. 39, p. 73-91, 2019.1

O escrito sobre a questão judaica é de fundamental importância para entender aformação intelectual do jovem Marx, no percurso que o levou da crítica filosófica à crítica da economia política. Nesse trabalho, ele levanta a necessidade de superar a formulação teológica da questão judaica para chegar ao coração da contradição que determina a alienação do homem na sociedade moderna. A capacidade de emancipação do judeu reside na relação do judaísmo com a emancipação do mundo de hoje, não com a simples emancipação do Estado da religião. Na Questão judaica, escrita no outono de 1843 e publicada nos “Anais franco-alemães” de fevereiro de 1844, Marx polemiza com Bauer, afirmando que a completa emancipação do homem não pode limitar-se apenas à emancipação política, mas precisaria atingir as relações sociais e produtivas. O mesmo acontece na Introdução à Crítica da filosofia do direito, também escrita para os Anais franco-alemãs no final de 1843 e publicado em fevereiro de 1844, ondeencontramos o definitivo abandono da simples crítica religioso-política e o encaminhar-se da crítica social marxiana. Na Questão judaica e na Introdução, Marx se emancipa completamente da influência de Bauer, portanto, na passagem de 1843 para o 1844, estas três etapas representam momentos essenciais na formação da visão filosófica do jovem Marx.