A RACIONALIDADE DO REAL EM HEGEL: : CONTINGÊNCIA OU EFETIVIDADE? UMA BREVE ANÁLISE DO PREFÁCIO DA FILOSOFIA DO DIREITO
Francisco Ádila Ferreira de Almeida
- Autor
- Francisco Ádila Ferreira de Almeida
- Revista
- Polymatheia - Revista de Filosofia
- Edição
- 13 / 2020
- Ano
- 2021
- Idioma
- pt
O curso das ideias políticas na história da humanidade nos leva – inevitavelmente – a buscar nessas ideias a compreensão sobre a realidade estabelecida. Alguns autores se destacaram na construção dessas ideias, Georg Wilhelm Friedrich Hegel é um deles. Trataremos de analisar de forma crítica, e fomentar debate, sobre sua máxima de que “O que é real é racional e o racional é real”. Buscaremos entender o que fez Hegel classificar como racional o que é real a partir da realidade da própria razão. Buscaremos entender se essa racionalidade do real está sendo apresentada como um real efetivo ou como um real em contingência, visto que muitos dos acontecimentos históricos não demonstram ser ideais, ou seja, se forem apresentados como racionais em efetividade essa razão não ideal passa a ser uma não-razão, o que colocaria Hegel como um defensor do status quo. Já uma interpretação do real como contingência demonstraria que a racionalidade citada seria dialética, visto que alguns dos problemas históricos são resolvidos por meio de sua negação racional, o que demonstraria certa racionalidade, mesmo que problemas mais graves persistam.
