Voltar para Artigos
Artigos

A RECUSA DE SCHOPENHAUER AO “LIVRE-ARBÍTRIO” DA MORAL KANTIANA

Horacio L. Martínez

Autor
Horacio L. Martínez
Revista
Revista de Filosofia Aurora
Edição
17 / 21
Ano
2005
DOI
10.7213/rfa.v17i21.1120
Páginas
45-68
Idioma
pt
2005Horacio L. Martínez. A RECUSA DE SCHOPENHAUER AO “LIVRE-ARBÍTRIO” DA MORAL KANTIANA. Revista de Filosofia Aurora, v. 17, n. 21, p. 45-68, 2005.1

Nossa tentativa será a de reconstruir, brevemente, aspectos da moral kantiana para identificar a crítica que Schopenhauer realiza dela. Esta crítica estará restringida ao que Schopenhauer chama de “livre-arbítrio da moral kantiana”. O fato da lei moral estar constituída pelo “dever” era o que mais escandalizava ao filósofo da vontade. Enquanto a vontade era um querer cego, Schopenhauer não aceitava a idéia de submeter esse querer e esse poder à representação da lei moral. Nesse sentido, Schopenhauer achava que Kant estava subsumindo a vontade à razão, o que operaria, na sua visão, uma regressão na história da filosofia.