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A relação entre revolução e estado: crítica de Hannah Arendt ao modelo atual

Carlos Fernando Silva Brito

Autor
Carlos Fernando Silva Brito
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 3
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i3.2432
Páginas
121-133
Idioma
pt
2021Carlos Fernando Silva Brito. A relação entre revolução e estado: crítica de Hannah Arendt ao modelo atual. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 3, p. 121-133, 2021.1

Neste texto, pretende-se desenvolver os elementos que compõem a crítica que Hannah Arendt apresenta ao fim da entrevista concedida ao escritor alemão Adelbert Reif no verão de 1970 ao conceito de Estado e governo moderno, e que não são desenvolvidos por Arendt nesse momento. Para tanto, inicialmente será expostas as criticas de Arendt ao esvaziamento do espaço público e a tentativa de resumir à participação política ao processo eleitoral. Para contrapor-se a esses problemas inerentes ao conceito moderno de Estado e governo, Hannah Arendt menciona, mesmo que ligeiramente a possibilidade de um estado-conselho. Entretanto, nesse texto Arendt não explora esses conceitos e experiências, mas apenas os relaciona com a necessidade de transformação do conceito moderno de Estado e governo, ou seja, possibilita a percepção da atualidade de sua reflexão anterior. Diante disso a hipótese explorada neste texto é a de que essa entrevista de 1970 serve de chave de leitura para compreender a pertinência e atualidade do paralelo partidos x conselho desenvolvidos pela autora em Sobre a Revolução em 1963 e acrescenta um elemento novo, a saber, o tema da necessidade de institucionalizar uma experiência esquecida: os conselhos.