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A RELAÇÃO TRABALHO-EDUCAÇÃO NO PENSAMENTO DE MARX: UM ESTUDO DOS MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS (1844)

José Salvador de Almeida, Eduardo Ferreira Chagas

Autor
José Salvador de Almeida, Eduardo Ferreira Chagas
Revista
Revista Dialectus
Edição
14
Ano
2019
DOI
10.30611/2019n14id41629
Páginas
278 - 294
Idioma
pt
2019José Salvador de Almeida, Eduardo Ferreira Chagas. A RELAÇÃO TRABALHO-EDUCAÇÃO NO PENSAMENTO DE MARX: UM ESTUDO DOS MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS (1844). Revista Dialectus, n. 14, p. 278 - 294, 2019.2

Este artigo objetiva demonstrar e explicitar a relação entre trabalho-educação no pensamento de Marx, a partir de um estudo dos Manuscritos econômico-filosóficos (1844), especificamente, do manuscrito intitulado, a saber: Trabalho Estranhado e Propriedade Privada. Neste trabalho, apresentamos, inicialmente, o debate de Marx com a economia nacional e, na sequência, a teoria sobre o estranhamento na essência do trabalho [trabalho estranhado] e, por fim, a relação trabalho-educação para este pensador materialista. Durante o desenvolvimento da referida pesquisa, adotamos como procedimento metodológico o método dialético-crítico-reflexivo, pois tal método, no nosso entendimento, permite uma melhor compreensão dos escritos de Marx. Ao final da pesquisa, evidenciamos que existe uma relação íntima entre trabalho-educação no pensamento de Marx, pois a educação deve proporcionar ao homem (trabalhador) uma relação imediata e de reconhecimento entre o trabalho (atividade vital consciente e livre) e a produção, isto é, entre o trabalhador e os objetos da produção. No capitalismo, tal relação, portanto, se apresenta como uma relação hostil e estranha, pois o trabalhador não se reconhece no produto do seu próprio trabalho, uma vez que este trabalho se apresenta como trabalho estranhado.