- Autor
- Ronaldo Amaral
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 70 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2025.1.46252
- Páginas
- e46252
- Idioma
- pt
A relação entre a ciência médica e a reflexão filosófica, na Antiguidade greco-romana, não apenas se caracterizava pela sua constituição como conhecimentos complementares, mas também como saberes simbióticos, ou seja, codependentes. Em contrapartida, não é possível se desvencilhar, no âmbito médico ou filosófico, da concepção atual, alicerçada em semânticas e domínios científicos específicos, do problema que une ambos os domínios do conhecimento humano. Portanto, um problema emerge com a noção contemporânea da melancolia, id est, sob qual ótica perscrutar as doenças que implicam o ser humano em sua compleição espiritual e metafísica para além do físico e do corpóreo. Nesse sentido, faz-se necessário o estudo do termo/conceito melancolia, que, à luz do Da tranquilidade da alma, de Sêneca, será discorrido neste artigo.
