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A ressignificação das protensões nos Manuscritos de Bernau de Edmund Husserl: o entrelaçamento das intencionalidades retencional e protensional no curso do protoprocesso

Isabela Carolina Carneiro de Oliveira

Autor
Isabela Carolina Carneiro de Oliveira
Revista
Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
Edição
30 / 2
Ano
2025
DOI
10.11606/issn.2318-9800.v30i2p85-102
Páginas
85-102
Idioma
pt-BR
2025Isabela Carolina Carneiro de Oliveira. A ressignificação das protensões nos Manuscritos de Bernau de Edmund Husserl: o entrelaçamento das intencionalidades retencional e protensional no curso do protoprocesso. Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, v. 30, n. 2, p. 85-102, 2025.2

O artigo apresenta inicialmente a primeira formulação conceitual sobre a protensão nas Lições para uma fenomenologia da consciência interna do tempo de Edmund Husserl e posteriormente o triplo sentido das protensões em sua obra intermediária sobre a temporalidade fenomenológica, a saber, os Manuscritos de Bernau. Observa-se nos textos 1 e 2 do referido manuscrito que Husserl enfatiza a importância do vazio de intenção das protensões à medida que depõe sobre o entrelaçamento (Verflechtung) essencial entre as intencionalidades retencional e protensional no protoprocesso (Urprozesses). Nesse contexto, conforme veremos, o agora ou protopresentação (Urpräsentation) torna-se o ponto limite de dois tipos de atos "presentificados", as retenções e protensões.