A SEPARAÇÃO IGREJA-ESTADO NA DOUTRINA SOBRE A TOLERÂNCIA DE JOHN LOCKE
Daniela Amaral dos Reis
- Autor
- Daniela Amaral dos Reis
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 4 / 08
- Ano
- 2012
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2012.v4n08.4487
- Páginas
- 97-105
- Idioma
- pt
A liberdade religiosa foi um dos temas mais debatidos no século 17 na Inglaterra. Essa questão estava intimamente relacionada com o problema da extensão da jurisdição civil ou, ainda, da relação entre o poder civil e o poder eclesiástico. John Locke participou ativamente das discussões da época. Ele dedicou vários escritos ao tema, entre eles a Carta sobre Tolerância (1689). Nela está presente um dos argumentos lockianos em defesa da tolerância que mais influenciou a modernidade, a saber, a distinção Igreja-Estado. O objetivo deste artigo é analisar a separação entre a comunidade política e a comunidade eclesiástica pela diferenciação entre suas finalidades, objetos e instrumentos, tal como o filósofo a desenvolve na Carta e no Segundo Tratado, a fim de alcançar as bases racionais da sua doutrina.
