Voltar para Artigos
Artigos

A sexualidade e seus destinos: Pensar o circuito pulsional a partir de uma situação antropológica fundamental: Sexuality and its destinies: Thinking the drive circuit from a fundamental anthropological situation

Carlos Eduardo de Moura

Autor
Carlos Eduardo de Moura
Revista
Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
Edição
3 / 7
Ano
2019
Idioma
pt-BR
2019Carlos Eduardo de Moura. A sexualidade e seus destinos: Pensar o circuito pulsional a partir de uma situação antropológica fundamental: Sexuality and its destinies: Thinking the drive circuit from a fundamental anthropological situation. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 3, n. 7, 2019.1

Pretende-se fazer a leitura de um Freud que consideraria as estruturas de uma constituição pulsional humana não a-histórica, mas pensada no contexto de uma ação recíproca entre fatores sociais e psicológicos. Será preciso, portanto, recorrer a um aparelho psíquico que não se sustente por uma dinâmica pulsional atomística isolada na realidade intrapsíquica dos indivíduos. Procurar-se-á, a partir disso, compreender o movimento de investimento pulsional como sendo um processo vital em sua totalidade incluindo, por consequência, elementos que estruturam o psiquismo singular (mas, não solipsista) nas dimensões do corpo (organização somática e psíquica), do choque com a realidade, com o papel dos Outros na constituição do Eu e com as estruturas da moralidade (escrupulosidade da consciência moral, Educação): a teoria psicológica freudiana abarcaria o funcionamento de um psiquismo não circunscrito ao individual, já que este se depararia com a condição da presença efetiva do Outro, de suas designações e da Cultura (condição antropológica fundamental). Com isso, o biológico (arco-reflexo, prazer-desprazer, configuração inata) encontrar-se-á inserido na adversidade do real (casualidade, contingências do vivido e do objeto). Desejar-se-á, por fim, pensar na problemática da Educação, oferecendo tanto a adaptação social (regulamentação das relações dos homens entre si) quanto um elevado gasto de força psíquica e um empobrecimento interior pelo poder sufocador das exigências culturais. É neste contexto histórico que normalidade e anormalidade colocar-se-ão como problema etiológico.